Uma servidora da Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar), diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA), foi demitida por justa causa após denunciar a falta de acessibilidade e cobrar adaptações no ambiente de trabalho. O caso ganhou repercussão e reacendeu o debate sobre inclusão de pessoas com deficiência no serviço público.
Segundo a trabalhadora, as dificuldades enfrentadas no dia a dia motivaram diversos pedidos para que a empresa adotasse medidas de acessibilidade e garantisse condições adequadas de trabalho. Ela afirma que, após apresentar as reivindicações, passou a sofrer perseguições internas, isolamento e processos administrativos que culminaram na demissão.
A defesa da servidora sustenta que a dispensa teve caráter retaliatório e pretende recorrer à Justiça para pedir a reversão da justa causa, além de buscar indenização por danos morais e reconhecimento de discriminação.
O caso também mobilizou entidades ligadas à defesa dos direitos das pessoas com deficiência, que acompanham a situação e cobram apuração dos fatos. Para essas organizações, a denúncia evidencia a necessidade de fortalecer políticas de acessibilidade, inclusão e combate à discriminação no ambiente de trabalho.
Em nota divulgada anteriormente, a Celepar informou que a demissão ocorreu em razão do descumprimento de normas internas e negou que o desligamento tenha relação com a condição de saúde da servidora ou com as denúncias apresentadas. A empresa afirma que respeita a legislação trabalhista e mantém políticas voltadas à inclusão e à acessibilidade.
O caso deverá ser analisado pela Justiça do Trabalho, que avaliará as circunstâncias da demissão, as alegações apresentadas pelas partes e a eventual existência de discriminação ou violação de direitos. Enquanto o processo não é concluído, a demissão segue cercada de questionamentos e amplia o debate sobre a proteção de trabalhadores com deficiência e a garantia de ambientes profissionais acessíveis e inclusivos.




