“Cala a boca, aqui é o Brasil”, diz cliente para funcionária venezuelana em panificadora

(Foto: Reprodução de vídeo) Um caso de xenofobia e agressão verbal contra a trabalhadora venezuelana Milena Rios, de 44 anos,…

(Foto: Reprodução de vídeo)

Um caso de xenofobia e agressão verbal contra a trabalhadora venezuelana Milena Rios, de 44 anos, foi registrado nesta segunda-feira (29) em uma panificadora do bairro Água Verde, em Curitiba. A funcionária venezuelana foi alvo uma série de ofensas e xingamentos por parte de um cliente após um desentendimento no caixa do estabelecimento.

Segundo o relato da trabalhadora, em entrevista ao Portal Nosso Dia, o homem entrou na panificadora, fez um pedido, pagou, sentou-se e consumiu os produtos. Depois de comer, voltou ao balcão para pagar novamente. Ao ser informado de que a conta já havia sido quitada, o cliente se exaltou, bateu na mesa e passou a proferir insultos.

Entre as ofensas, o homem teria dito frases como: “Eu só estou pagando”, seguido de palavrões, além de “Cala a boca, aqui é o Brasil”, em um ataque direto à origem da funcionária. Os xingamentos continuaram mesmo após a tentativa de Milena de registrar a situação com o celular.

A funcionária contou que, ao perceber que estava sendo filmado, o cliente ficou ainda mais agressivo e avançou em direção ao balcão. Parte da confusão foi registrada em vídeo, que posteriormente circulou nas redes sociais. A gravação não mostra toda a sequência de ofensas, pois a trabalhadora precisou interromper o registro para atender outra cliente.

Ainda conforme o depoimento, ao deixar o local, o homem continuou a gritar ofensas na porta do estabelecimento e chegou a afirmar que seria “irmão de um vereador”, numa tentativa de intimidação. A funcionária, que mora há seis anos em Curitiba com os dois filhos, afirmou não saber quem seria a pessoa citada e que não tem como confirmar a informação.

“Seria tão bom se todos nos respeitassemos independente de onde a gente vem. Eu passei por tanta coisa, mas tem muita gente que me ajudou no caminho também, porque sou mãe solteira. Vim ao Brasil para trabalhar para criar meus filhos”, afirmou ao Portal Nosso Dia.

Ela contou ainda que já tinha sido vítima de xenofobia por uma mulher, mas na ocasião não conseguiu gravar. “Foi uma situação bem desagradável, com uma mulher, em março deste ano, mas não consegui gravar na ocasião”, relatou.

O caso gerou revolta nas redes sociais, com internautas cobrando providências e reforçando que xenofobia e discriminação são crimes previstos em lei no Brasil. Até o momento, não há confirmação oficial sobre registro de boletim de ocorrência ou identificação formal do agressor. O espaço permanece aberto caso ele queira se manifestar.





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