O assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Jason Miller, confirmou que foi responsável por providenciar o avião particular utilizado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para viajar aos Estados Unidos. A informação foi confirmada pelo próprio Miller ao portal Metrópoles nesta quinta-feira (29).
A aeronave foi utilizada na viagem realizada por Flávio, acompanhado da esposa e das duas filhas, depois que a família deixou o Brasil pela fronteira com a Argentina. O trajeto incluiu uma parada em Guayaquil, no Equador, antes da chegada a Miami, na Flórida.
A participação de Miller na operação havia sido revelada inicialmente pelo jornal norte-americano The New York Times. Com a confirmação ao Metrópoles, o envolvimento do assessor na organização do transporte aéreo ganhou um novo elemento.
Viagem teve articulação internacional
Segundo a reportagem do jornal norte-americano, a organização da viagem começou após Flávio receber determinação judicial para entregar seus passaportes às autoridades brasileiras.
O senador atravessou a fronteira entre Foz do Iguaçu e Puerto Iguazú na noite de terça-feira (27). Registros da imigração argentina apontam que ele e seus familiares entraram no país por volta das 22h50 e embarcaram em um voo particular aproximadamente 40 minutos depois.
A aeronave seguiu inicialmente para Guayaquil, no Equador, e depois para Miami, onde a família desembarcou na quarta-feira (28).
De acordo com as informações divulgadas pelo New York Times, Eduardo Bolsonaro também teria mantido contato com Jason Miller durante a organização do deslocamento.
Entrada nos Estados Unidos teve autorização de Trump
A reportagem também aponta que Donald Trump autorizou a entrada temporária de Flávio e de seus familiares nos Estados Unidos por meio do mecanismo migratório conhecido como parole, que permite a permanência temporária em situações específicas.
O senador chegou ao território norte-americano após deixar o Brasil em meio a investigações e a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relacionada à entrega de seus documentos de viagem.
A Polícia Federal brasileira informou que investiga as circunstâncias da saída do senador do país e o possível descumprimento da determinação judicial.
Caso amplia repercussão política
A confirmação de Jason Miller acrescenta um componente internacional ao episódio, que envolve autoridades e aliados políticos dos governos dos Estados Unidos e da Argentina.
A participação de integrantes ligados à administração Trump na logística da viagem também pode aumentar a tensão nas relações diplomáticas entre Brasília e Washington.
Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre quem custeou o transporte aéreo nem sobre os termos da participação de Miller na organização do voo.



