O presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, Alexandre Curi (Republicanos), descartou a possibilidade de disputar uma nova eleição para o Senado, mas pode chegar ao cargo sem precisar voltar às urnas. A hipótese depende do julgamento, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do processo que envolve a candidatura de Deltan Dallagnol.
Deltan foi eleito senador pelo Paraná, mas sua situação eleitoral continua sob questionamento na Justiça. O registro da candidatura foi alvo de recursos relacionados à cassação de seu mandato de deputado federal, em 2023.
Com a indefinição, diferentes caminhos estão sendo discutidos para o preenchimento da vaga. Uma das possibilidades é o indeferimento definitivo do registro de Deltan, seguido da recontagem dos votos válidos. Nesse cenário, Alexandre Curi poderia ser beneficiado, caso o TSE acolha a tese apresentada por partidos e coligações.
Outra possibilidade é a convocação de uma eleição suplementar, hipótese que também está em discussão no processo.
Curi, que teve votação inferior à de Deltan na disputa pelo Senado, não pretende entrar em uma nova campanha eleitoral. Entretanto, a eventual mudança no resultado poderá colocá-lo na disputa pela cadeira por uma decisão da Justiça Eleitoral, sem necessidade de uma nova candidatura.
A definição depende exclusivamente do entendimento do TSE. Até que os ministros concluam a análise, não existe garantia de que a vaga ficará com Curi ou de que haverá uma nova eleição no Paraná.



