Mulheres em situação de violência passam a contar com uma nova alternativa de atendimento psicológico pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa busca ampliar o acesso à assistência em saúde mental e oferecer acolhimento a vítimas que enfrentam dificuldades para chegar presencialmente aos serviços.
O atendimento remoto permite que as mulheres tenham acesso a profissionais especializados sem precisar se deslocar até uma unidade de saúde. A medida também pode beneficiar pessoas que vivem em regiões com menor oferta de serviços especializados.
Atendimento à distância
A proposta é utilizar o teleatendimento em saúde como ferramenta complementar à rede já existente. As consultas podem contribuir para o acompanhamento psicológico e para a identificação de situações que necessitem de outros tipos de atendimento.
Além do suporte emocional, os profissionais podem orientar as pacientes sobre os serviços disponíveis na rede pública e os caminhos para buscar proteção e assistência.
A violência pode provocar impactos significativos na saúde mental das vítimas, incluindo ansiedade, depressão, medo e isolamento social. Por isso, o acompanhamento psicológico é considerado parte importante do processo de recuperação.
Rede de proteção
O atendimento psicológico não substitui os demais serviços de proteção às mulheres. A vítima pode precisar de acompanhamento médico, assistência social, orientação jurídica e medidas de proteção, conforme cada situação.
A ampliação do atendimento remoto busca justamente facilitar o acesso à rede pública e reduzir barreiras que podem impedir a mulher de procurar ajuda.
A iniciativa também reforça a importância de uma atuação integrada entre saúde, assistência social e serviços de proteção, garantindo que mulheres em situação de violência recebam atendimento adequado e tenham condições de romper o ciclo de violência.




