Utilizada nas eleições brasileiras há 30 anos, a urna eletrônica é equipada com um conjunto de mecanismos tecnológicos e procedimentos de fiscalização que têm como objetivo garantir o sigilo do voto, a integridade da votação e a transparência da apuração.
De acordo com a Justiça Eleitoral, todo o sistema passa por diversas etapas de verificação antes, durante e após as eleições. Partidos políticos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), universidades e outras entidades fiscalizadoras podem acompanhar auditorias e testar o funcionamento dos equipamentos.
Outro diferencial do sistema é que a urna funciona sem conexão com a internet durante a votação, reduzindo os riscos de invasões externas. Os programas utilizados são assinados digitalmente e protegidos por criptografia, além de receberem lacres físicos e eletrônicos para impedir alterações não autorizadas.
Após o encerramento da votação, cada urna imprime o Boletim de Urna, documento que registra o resultado daquela seção eleitoral. O boletim pode ser conferido por candidatos, partidos, fiscais e eleitores, permitindo a comparação com os dados divulgados pela Justiça Eleitoral e reforçando a transparência da apuração.
A Justiça Eleitoral também destaca que o voto é secreto e não pode ser associado ao eleitor. O sistema foi desenvolvido para impedir a identificação da escolha feita na cabine de votação, preservando um dos principais princípios do processo democrático.
Às vésperas das Eleições 2026, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem intensificado ações de orientação à população sobre o funcionamento da urna eletrônica e os mecanismos de segurança adotados para fortalecer a confiança no sistema eleitoral brasileiro.




