Um grande exercício simulado de roubo a uma instituição financeira reuniu forças de segurança do Brasil, Paraguai e Argentina na noite de quinta-feira (20), em Santa Terezinha de Itaipu, no Oeste do Paraná.
Coordenado pela Polícia Militar do Paraná (PMPR), o treinamento reproduziu uma ocorrência de alta complexidade e teve como objetivo avaliar a capacidade de resposta das equipes diante de crimes violentos em uma região de fronteira.
A atividade encerrou o Curso de Ações de Combate aos Crimes Violentos contra o Patrimônio em Região de Fronteira (CACCVCP), realizado durante cinco dias em Foz do Iguaçu.
Durante a simulação, os participantes precisaram aplicar estratégias de organização das equipes, comunicação, tomada de decisões, comando e controle, além da atuação integrada entre diferentes instituições.
A escolha de Santa Terezinha de Itaipu levou em consideração a proximidade com Paraguai e Argentina e a necessidade de uma resposta rápida e coordenada em situações que possam envolver deslocamentos entre os países.
Cerca de 80 profissionais participaram da capacitação. Além de policiais militares do Paraná, o treinamento contou com representantes de forças brasileiras e integrantes das polícias do Paraguai e da Argentina.
Também participaram da atividade agentes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil e Polícia Penal do Paraná, policiais militares de Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal de Foz do Iguaçu, além das Forças Armadas.
Ao longo do curso, foram abordados temas como gerenciamento de crises, bloqueios e barreiras policiais, segurança de instalações, ações preventivas e estratégias de enfrentamento a crimes violentos contra o patrimônio, incluindo ataques conhecidos como “domínio de cidades”.
Para as forças de segurança, exercícios desse tipo permitem identificar falhas, aperfeiçoar protocolos e fortalecer a comunicação entre as instituições antes que uma situação real ocorra.
A integração entre Brasil, Paraguai e Argentina é considerada estratégica na região, onde a movimentação entre os países exige troca rápida de informações e atuação conjunta diante de ocorrências de maior gravidade.




