A promessa de conclusão das obras de duplicação da BR-469 (Rodovia das Cataratas) até o fim de setembro traz um alívio necessário para Foz do Iguaçu, mas também expõe as dores de cabeça de um planejamento que precisou ser ajustado com o bonde em movimento.
Com 8,7 quilômetros de extensão trecho vital que conecta o turismo da Tríplice Fronteira e o tráfego do Aeroporto Internacional , a intervenção financiada pela Itaipu Binacional em parceria com os governos estadual e federal chega à reta final sob a pressão do calendário: a Maratona Internacional e a alta temporada de turismo não esperam.
Os pontos que exigem atenção:
Adequações de última hora no trânsito: O projeto original do acesso ao Aeroporto precisou de mudanças às pressas devido à falta de desapropriação da área destinada ao futuro Museu Pompidou. A solução de empurrar o retorno entre 300 e 400 metros à frente levanta dúvidas sobre como será a fluidez do tráfego nos horários de pico e a adaptação dos motorista
O gargalo do prazo: A meta de atingir 100% da pavimentação em poucos dias deixa margem para questionamentos sobre a qualidade do acabamento e da sinalização final, itens cruciais para a segurança em uma via de tráfego pesado e alta circulação turística
Transição de gestão: Finalizada a obra pelo DER-PR, a fiscalização e a manutenção voltam para as mãos do DNIT. A dúvida que fica para a população local é se a manutenção preventiva e a conservação da nova infraestrutura (iluminação LED, passa-faunas e ciclovias) serão mantidas com a devida eficiência do órgão federal.
A duplicação é indiscutivelmente um avanço histórico para a infraestrutura de Foz do Iguaçu. No entanto, o verdadeiro teste da obra não será a fita cortada em setembro, mas sim como a nova estrutura responderá ao volume da alta temporada e se as soluções improvisadas no trânsito se provarão funcionais na prática.




