Um homem de 28 anos foi assassinado dentro da Penitenciária Estadual de Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, após, segundo a investigação, ser submetido a um chamado “tribunal do crime”. A Polícia Civil apurou ainda que a cena da morte teria sido preparada para fazer o caso parecer um suicídio.
A vítima, identificada como Thiago Goterra, natural de Joinville (SC), foi encontrada morta dentro de uma cela entre a noite de 10 e a madrugada de 11 de agosto de 2025. Inicialmente, as circunstâncias levantaram a possibilidade de enforcamento, mas a investigação posterior apontou para homicídio.
De acordo com a Polícia Civil do Paraná (PCPR), Thiago teria sido morto por determinação de integrantes de uma organização criminosa. A principal suspeita é de que ele tenha sido associado a um grupo rival.
Suspeitos teriam decidido pela execução
As investigações indicam que a vítima foi submetida a uma espécie de julgamento interno da organização criminosa, que teria determinado sua morte.
Segundo a PCPR, três integrantes do grupo foram transferidos para a mesma cela de Thiago poucos dias antes do homicídio. Na noite anterior à localização do corpo, teria ocorrido a decisão pela execução e, posteriormente, o homem foi morto dentro da unidade prisional.
A polícia também identificou suspeitos que teriam participado da decisão e da transmissão da ordem, além de outros investigados por possível envolvimento direto na execução.
Operação Leviatã prende 12 investigados
A investigação resultou na Operação Leviatã, deflagrada pela Polícia Civil na terça-feira (18). A Justiça decretou a prisão preventiva de 12 pessoas investigadas por homicídio qualificado e organização criminosa.
Dos 12 alvos, dez já estavam presos por outros crimes, enquanto dois permanecem foragidos.
A operação contou com equipes da 19ª Subdivisão Policial de Francisco Beltrão, apoio da inteligência do Departamento de Polícia Penal do Paraná (Deppen) e da 14ª Subdivisão Policial de Guarapuava.
Conforme a polícia, o nome da operação faz referência à atuação do Estado contra organizações criminosas que tentam estabelecer estruturas próprias de comando, julgamento e punição dentro do sistema prisional.
A investigação continua para esclarecer a participação individual de cada suspeito no homicídio.




