A Polícia Federal iniciou uma apuração para verificar se houve tentativa de interferência externa nas eleições brasileiras de 2026. O procedimento foi encaminhado à Diretoria de Inteligência da corporação e ainda está em fase inicial.
A investigação começou depois que a Polícia Federal recebeu uma representação da Advocacia-Geral da União (AGU). Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ainda não foi publicada uma portaria de inquérito porque os elementos estão sendo analisados nesta etapa preliminar.
O caso ganhou atenção após a divulgação de uma reportagem do jornal britânico The Guardian sobre uma suposta movimentação de recursos destinados a grupos brasileiros por meio de um projeto ligado ao governo dos Estados Unidos. A informação passou a ser considerada no pedido encaminhado pela AGU à Polícia Federal.
PF separa investigação de episódios envolvendo embaixadas
Durante coletiva neste domingo (4), Andrei Rodrigues também comentou o fechamento temporário das embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália no Brasil, ocorrido na sexta-feira (2).
De acordo com o diretor-geral, as investigações realizadas até o momento não identificaram elementos concretos que indiquem risco efetivo ou a existência de um plano contra as representações diplomáticas.
Rodrigues afirmou ainda que a apuração sobre uma possível interferência nas eleições e as verificações relacionadas às embaixadas são tratadas como procedimentos distintos. Segundo ele, embora eventualmente possam apresentar alguma conexão no futuro, os casos permanecem separados neste momento.
A Polícia Federal deverá analisar os elementos recebidos antes de definir os próximos passos da investigação. Até o momento, portanto, não há confirmação de que tenha ocorrido uma interferência externa no processo eleitoral brasileiro.


