Uma operação do Ministério Público do Paraná (MP-PR) investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo policiais rodoviários estaduais e empresários no Paraná. A ação resultou no afastamento cautelar de 12 policiais e na prisão em flagrante de cinco pessoas.
A ofensiva ocorreu na quinta-feira (13) e faz parte da segunda fase da Operação Via Pix, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Corregedoria da Polícia Militar.
Ao todo, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em 11 municípios do estado. As ordens foram autorizadas pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual.
Suspeita de pagamento mensal
De acordo com o Gaeco, policiais rodoviários são investigados por supostamente manter acordos com empresários dos setores de transporte de cargas e madeira.
A suspeita é de que os agentes recebessem pagamentos periódicos para deixar de fiscalizar determinados veículos que circulavam pelas rodovias estaduais.
Os investigadores também apuram a possível alteração de informações em boletins de ocorrência relacionados a acidentes de trânsito. As mudanças teriam como finalidade favorecer empresas em procedimentos junto ao Detran e em processos envolvendo seguradoras.
Entre os crimes investigados estão concussão, corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Cinco pessoas foram presas
Durante a operação, cinco pessoas foram presas em flagrante. Segundo o Ministério Público, quatro prisões ocorreram por posse irregular de armas e munições, enquanto a quinta foi motivada por suspeita de obstrução da Justiça.
Os nomes dos presos não foram divulgados pelas autoridades.
Além das prisões, a Justiça determinou que os 12 policiais rodoviários investigados fossem afastados temporariamente das atividades operacionais.
Investigação começou em 2025
As apurações tiveram início em março de 2025. Na primeira fase da Operação Via Pix, realizada em outubro do mesmo ano, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e sete policiais rodoviários estaduais já haviam sido afastados.
A nova etapa busca ampliar a coleta de provas e verificar a participação de outros agentes e empresários no suposto esquema.
Gaeco também investiga proteção ao tráfico
Paralelamente às investigações sobre o recebimento de propina, o Gaeco cumpriu outros três mandados de busca em imóveis de Jaguariaíva.
Essa frente apura a suspeita de que um dos policiais investigados teria utilizado a função pública para proteger atividades relacionadas ao tráfico de drogas.
As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e esclarecer a extensão do esquema.




