Um grupo de líderes empresariais do Alto Paraná, no Paraguai, iniciou uma articulação para a construção de uma terceira ponte internacional sobre o Rio Paraná, com o objetivo de ampliar a integração entre Paraguai e Argentina. A proposta foi formalizada em uma carta enviada ao presidente argentino Javier Milei e já começa a ganhar respaldo diplomático e institucional.
A iniciativa surgiu após discussões realizadas durante um encontro com o embaixador argentino no Paraguai, Guillermo Nielsen. O debate ocorreu no dia 19 de março, durante um café da manhã de trabalho no Hotel Acaray, reunindo representantes dos setores público e privado interessados em fortalecer a infraestrutura da região de fronteira.
O projeto prevê a construção de uma nova ponte ligando Presidente Franco, no Paraguai, à cidade argentina de Puerto Iguazú. A proposta busca facilitar o comércio bilateral, reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade das exportações, além de consolidar a região como um polo estratégico de transporte e distribuição.
Um dos principais defensores da iniciativa, o empresário Charif Hammud, destacou que a melhoria da infraestrutura é fundamental para o desenvolvimento regional. Segundo ele, o objetivo vai além do crescimento econômico. “Buscamos melhorar a qualidade de vida na região, aproveitando o momento positivo de integração, especialmente no turismo”, afirmou.
A proposta também surge como alternativa à sobrecarga da Ponte da Amizade, principal ligação entre Brasil e Paraguai, que enfrenta alto fluxo diário de veículos e mercadorias. De acordo com os empresários, uma nova travessia permitiria redistribuir o tráfego, reduzir o tempo de espera e diminuir custos operacionais.
Outro ponto estratégico é o turismo. A região das Cataratas do Iguaçu recebe cerca de 3,8 milhões de visitantes por ano, e a expectativa é que uma conexão mais eficiente entre Paraguai e Argentina permita captar parte desse fluxo, impulsionando setores como hotelaria, gastronomia e serviços.
Atualmente, a ligação direta entre Presidente Franco e Puerto Iguazú depende principalmente de serviços de balsa, considerados insuficientes diante da crescente demanda. Por isso, os empresários defendem a criação de um comitê binacional para avaliar a viabilidade do projeto e sua inclusão na agenda oficial entre os dois países.
Segundo Hammud, a proposta já recebeu sinalizações positivas. “É uma ideia com grande potencial a curto, médio e longo prazo. A resposta inicial foi animadora, e isso mostra que podemos transformar esse projeto em realidade”, concluiu.


