MP do Rio pede câmeras usadas por policiais em Operação Contenção

Apuração não é fácil, porque parte dela ocorreu em mata fechada, diz – Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil…

Apuração não é fácil, porque parte dela ocorreu em mata fechada, diz – Douglas Corrêa – Repórter da Agência Brasil

O Ministério Público do Rio de Janeiro determinou que sejam verificadas as câmeras corporais usadas pelos policiais que participaram da Operação Contenção, realizada nesta terça-feira (28) nos complexos da Penha e Alemão, que resultou na morte de 121 pessoas, entre elas quatro policiais. Foram realizadas mais de 100 prisões e apreendidas 118 armas, a maioria fuzis, além de 14 artefatos explosivos.

O procurador-geral de Justiça do Estado, Antônio Campos Moreira, disse que o acesso e a checagem das imagens são parte essencial da apuração sobre as mortes ocorridas durante a ação policial.

Questionado sobre o número de câmeras usadas pelos policiais na operação, o procurador disse que todas as informações do que ocorreu durante a operação vão depender primeiro da apresentação de relatório circunstanciado por parte de ambas as polícias.

“A partir do relatório, do recebimento das imagens, dos primeiros laudos de necropsia, dos laudos de confronto balístico – dos primeiros depoimentos que já estão sendo tomados pela polícia civil – é que serão produzidos de maneira independente pelo Ministério Público. A partir daí é que se terá uma visão técnica mais segura sobre o que efetivamente ocorreu.”

O procurador disse que, com todos esses elementos, “se saberá ao certo o que aconteceu naquele cenário de verdadeira guerrilha urbana”. Segundo ele, “a apuração não é fácil, porque parte do confronto ocorreu em uma área de mata fechada, mas todos os protocolos já acionados vão nos permitir formar uma visão mais segura e estritamente técnica dos fatos.”

O procurador Antônio Campos Moreira informou que vai tomar depoimentos, não apenas da cadeia de comando, mas desde a autorização da operação, passando por seu planejamento e, também, dos responsáveis pela execução das diligências. Disse ainda que vai ouvir pessoas que eventualmente estejam dispostas a testemunhar sobre os fatos.

“Nós temos aqui no Ministério Público uma estrutura que, paralelamente ao monitoramento das operações policiais, temos um canal direto de comunicação com a população. Todos os que nos procurarem serão recebidos com dignidade, serão ouvidos e nós vamos, a partir desse conjunto de informações formar uma visão estritamente técnica do problema”, afirmou.

Publicidade (Home - faixa meio)

Bolsonaro deixa hospital e vai para casa

Ex-presidente teve alta após tratamento de pneumonia e iniciará período de prisão domiciliar autorizado pelo...

Matar para atingir mulheres vira crime hediondo com pena de até 40 anos

AGÊNCIA BRASIL O Senado aprovou nesta quarta-feira (25) projeto que altera a legislação para criação do crime...

Classe C se torna protagonista do empreendedorismo brasileiro

AGÊNCIA BRASIL Quase metade dos empreendedores brasileiros pertence à classe C, considerada a classe média do...

Fraude milionária: PF investiga esquema dentro da Caixa Econômica

Foto PF/Divulgação A Polícia Federal do Brasil deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), a Operação Fallax com...

Moraes libera Bolsonaro para prisão domiciliar com restrições severas

Foto Reprodução O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira...

PGR dá parecer favorável à prisão domiciliar de Bolsonaro

Medida é humanitária e considera a situação de saúde do ex-presidente – FELIPE PONTES – REPÓRTER DA AGÊNCIA BRASIL...