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Foz do Iguaçu perde R$ 98 milhões em recursos federais por falta de projetos e expõe fragilidade da gestão.

Imagens: Flickr – Alexandros Gabrielsen Foz do Iguaçu deixou de captar aproximadamente R$ 98 milhões em recursos federais nos últimos…

Foz do Iguaçu perde R$ 98 milhões em recursos federais por falta de projetos e expõe fragilidade da gestão.
Foto: Divulgação

Imagens: Flickr – Alexandros Gabrielsen

Foz do Iguaçu deixou de captar aproximadamente R$ 98 milhões em recursos federais nos últimos dias de 2025 devido à ausência de projetos técnicos apresentados dentro dos prazos exigidos pelo Governo Federal. O montante perdido inclui R$ 5 milhões destinados exclusivamente à área da saúde e R$ 93 milhões que poderiam ser aplicados em diversas áreas estratégicas do município, como infraestrutura, mobilidade urbana, assistência social e desenvolvimento econômico.
Os recursos estavam disponíveis por meio de programas federais, mas a administração municipal não conseguiu atender às exigências básicas para habilitação, como a elaboração e o protocolo de projetos consistentes. A situação evidencia falhas graves de planejamento, articulação política e capacidade técnica da atual gestão.
Nos bastidores da administração pública, a avaliação é de que o novo secretariado tem atuado de forma tímida e pouco proativa, sem a agilidade necessária para buscar investimentos, dialogar com ministérios e aproveitar as oportunidades abertas pelo Governo Federal. A falta de iniciativa e de equipes técnicas preparadas acabou custando caro para a cidade.
A perda de R$ 5 milhões na saúde ocorre em um momento especialmente sensível, em que a rede pública enfrenta problemas recorrentes, como filas de espera, falta de profissionais, dificuldades no acesso a exames e sobrecarga das unidades básicas e hospitais. Já os R$ 93 milhões que deixaram de entrar nos cofres do município poderiam ter impulsionado obras, serviços e políticas públicas essenciais para a população.
Especialistas em gestão pública alertam que recursos federais não captados raramente retornam ao município em curto prazo, sendo redistribuídos a cidades que apresentam projetos bem estruturados e capacidade de execução. Na prática, Foz do Iguaçu perde competitividade e atrasa seu desenvolvimento.
A situação reforça críticas sobre a condução administrativa do município e levanta questionamentos sobre a eficiência do atual modelo de gestão. Enquanto outras cidades avançam na captação de investimentos, Foz do Iguaçu amarga prejuízos milionários por falhas internas, falta de planejamento e baixa articulação política.

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