Força-tarefa garante atendimento psicossocial a vítimas do tornado em Rio Bonito do Iguaçu

Foto: Ricardo Ribeiro/AEN A saúde mental dos moradores também é foco da atenção das equipes que atuam em Rio Bonito…

Foto: Ricardo Ribeiro/AEN

A saúde mental dos moradores também é foco da atenção das equipes que atuam em Rio Bonito do Iguaçu, município do Centro-Sul do Paraná que foi devastado por um tornado na última sexta-feira (7). Desde domingo (9), cerca de 300 moradores e famílias inteiras afetadas pelo evento climático receberam acolhida, orientações e atendimento psicossocial – individual ou coletivo – de profissionais da saúde.

Entre os servidores da Secretaria de Estado de Saúde (Sesa-PR) que atuam na força-tarefa na cidade há um clínico com especialização em saúde mental e servidores especializados da 5ª Regional de Saúde de Guarapuava. Eles oferecem suporte ao município, atendem nas tendas na praça da igreja, vão até os abrigos e também estão presentes nas unidades de saúde locais.

Segundo o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, é fundamental retomar e manter atendimentos que vão além dos considerados de urgência. “Nós seguimos trabalhando para garantir, com a maior brevidade, que tudo possa retomar a normalidade. Temos nossa equipe da 5ª Regional de Saúde que está em Rio Bonito do Iguaçu, com profissionais que estão prestando atendimentos relativos à saúde mental da população atingida e também dos trabalhadores da saúde”, afirmou.

Desde os primeiros socorros, os protocolos de atendimento à população de Rio Bonito do Iguaçu ocorrem de forma conjunta entre forças de saúde municipais, estaduais e federais. Presente ao município, a Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) também oferta atendimento psicossocial aos moradores afetados pelo tornado, em serviço integrado às forças da Sesa-PR, da Semipi-PR e agentes municipais de saúde.

Pessoas que perderam tudo o que tinham têm buscado acolhida e esperança junto aos profissionais especializados em atendimento psicológico para situações extremas. Orientações em grupo também têm sido realizadas, durante reuniões coletivas e eventos religiosos.

A Secretaria de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (Semipi) também está presente em Rio Bonito do Iguaçu com uma equipe técnica formada por dois psicólogos e uma internacionalista. “Nossa equipe está aqui para acolher as famílias, ajudar as pessoas e, principalmente, transmitir esperança. Também vamos apoiar o município em ações técnicas, planejamento e busca de informações para ter a maior efetividade nas políticas públicas”, explicou a secretária de Estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte.

Facilmente identificada pelo ônibus na cor lilás, a equipe da Semipi também presta atendimento à população na Praça da Igreja, onde qualquer pessoa pode buscar orientações, acolhida ou serviços psicológicos a partir das 8h e até por volta das 17h. O ônibus deve permanecer em Rio Bonito do Iguaçu até sexta-feira (14).

“Em momentos como esse, vêm à tona as emoções e preocupações, especialmente para as pessoas diretamente afetadas pela catástrofe. A vulnerabilidade se acentua e muitas dificuldades podem surgir se as pessoas não buscarem ajuda. Estamos aqui para orientá-las, a fim de que possam encontrar forças para seguir em frente e acessar os serviços do município e do Estado”, acrescentou a internacionalista Kelly Letchakovski, integrante da equipe técnica da Semipi.

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Foto: Ricardo Ribeiro/AEN


ATENDIMENTO INTEGRADO – Nesta semana uma comitiva formada por representantes da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e Ministério da Saúde também esteve no município para avaliar os danos e coordenar os próximos passos da resposta da saúde à população. A visita técnica teve como objetivo verificar o funcionamento do Centro de Operações e Emergências (COE) municipal e alinhar as ações de apoio.

Foram realizados mais de 800 atendimentos médicos, incluindo cirurgias, em diferentes unidades de saúde da região desde o início da tragédia causada pelo tornado. Foram mais de 400 pessoas mobilizadas, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e outros profissionais, para atender todas as vítimas.

A comitiva foi composta pela diretora de Atenção e Vigilância da Sesa, Maria Goretti David Lopes, o diretor do Departamento de Emergências em Saúde Pública da Coordenação-Geral de Preparação para as Emergências do Ministério da Saúde, Edenilo Baltazar Barreira Filho, e o coordenador de Vigilância e Resposta a Emergências da OPAS, Alexander Rosewell.

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