CPI do Crime Organizado avalia investigar o caso do Banco Master, diz relator

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) – 17/12/2025 (Foto: Carlos Moura/Agência Senado) O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do…

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) – 17/12/2025 (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirmou que o colegiado trabalha para ampliar o escopo das investigações e pode incluir o caso do Banco Master entre os temas analisados. Segundo ele, a comissão avalia contratos, vínculos e movimentações financeiras que possam ser relevantes para a apuração.

Em entrevista ao SBT News, Vieira explicou que a CPI pretende adotar medidas como a apresentação de requerimentos para quebra de sigilos bancários, fiscais e telefônicos de empresas e pessoas ligadas aos fatos que envolvem o banco e contratos associados.

De acordo com o senador, a ampliação das investigações não interfere nas apurações já conduzidas por órgãos como a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR). Ele destacou, no entanto, a competência do Senado no âmbito legislativo das investigações.

“A Comissão Parlamentar de Inquérito tem foco no crime organizado. A atuação do grupo que comandou o Banco Master é típica desse tipo de crime, com estruturação, continuidade e infiltração no poder público. Portanto, a CPI tem aptidão para investigar o caso”, afirmou o relator.

A CPI do Crime Organizado foi instalada para apurar práticas como lavagem de dinheiro, corrupção, ocupação territorial e atuação de facções criminosas em diferentes estados do país. A comissão é presidida pelo senador Fabiano Contarato (PT-ES), enquanto Alessandro Vieira atua como relator, responsável por direcionar os trabalhos e elaborar os pareceres.

O caso do Banco Master envolve suspeitas relacionadas a contratos e movimentações financeiras que já são alvo de investigações por autoridades competentes e motivaram pedidos de quebra de sigilo, além da apuração de possíveis vínculos com agentes públicos.

Com o fim do recesso parlamentar, a expectativa é que a CPI avance na formalização dos requerimentos, discuta a inclusão definitiva do caso no plano de trabalho e avalie a convocação de testemunhas e solicitação de documentos, conforme o rito das comissões parlamentares de inquérito no Senado.

Por Brasil247

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