Dois dias após o acidente que terminou com a morte de um turista durante o passeio do Macuco Safari, em Foz do Iguaçu, o corpo da vítima permanece na Polícia Científica sem previsão de liberação. A demora ocorre porque a identificação oficial ainda depende da chegada de documentos enviados pelas autoridades dos Países Baixos.
De acordo com o chefe da Polícia Científica de Foz do Iguaçu, Raul Lessa, a confirmação da identidade exige a comparação de impressões digitais e registros odontológicos fornecidos pelo país de origem da vítima. Todo o procedimento é realizado em cooperação com a Polícia Federal e segue protocolos internacionais para casos envolvendo cidadãos estrangeiros.
Somente após a conclusão dessa etapa o consulado poderá indicar o representante legal autorizado a receber o corpo. Como o turista não possui familiares de primeiro grau no Brasil, a entrega depende da atuação da representação diplomática holandesa.
Embora a Polícia Científica informe que o trabalho é tratado com prioridade, ainda não há prazo para a finalização dos exames e da documentação necessária para a liberação. Até lá, o corpo permanecerá sob custódia do órgão pericial.
O turista morreu na tarde de terça-feira (28), após o tombamento da embarcação utilizada no passeio turístico pelo Rio Iguaçu, no Parque Nacional do Iguaçu. A Marinha do Brasil instaurou um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN) para esclarecer as circunstâncias da tragédia e apurar possíveis responsabilidades.




