Uma fiscalização da Receita Federal revelou uma tentativa de transporte irregular de mercadorias na BR-277, no Oeste do Paraná. Na madrugada de quarta-feira (14), agentes encontraram 126 celulares escondidos na estrutura do painel de um automóvel abordado na praça de pedágio de São Miguel do Iguaçu.
A carga foi avaliada em aproximadamente R$ 800 mil. O veículo chamou a atenção dos servidores durante a inspeção, quando foram encontrados perfumes e outros equipamentos eletrônicos no bagageiro. A identificação de volumes suspeitos no painel levou a equipe a aprofundar a fiscalização.
O automóvel e o condutor foram encaminhados à Alfândega da Receita Federal em Foz do Iguaçu. No local, após a desmontagem do painel, os agentes localizaram os aparelhos, todos sem embalagem e ocultos dentro da estrutura do carro. <Cite refs={["turn890509search0","turn890509search2"]}/>
Motorista receberia R$ 2 mil pelo transporte
Em depoimento aos agentes, o condutor alegou que recebeu o veículo com os celulares já escondidos e que sua tarefa seria transportar a mercadoria até Goiânia, em Goiás. Pelo serviço, segundo o relato apresentado à fiscalização, receberia R$ 2 mil.
Apesar da apreensão, o motorista não foi preso. A Receita Federal informou que encaminhará uma representação fiscal para fins penais ao Ministério Público Federal, que poderá analisar os fatos e as providências cabíveis. <Cite refs={["turn890509search0","turn890509search3"]}/>
Fiscalização reforça vigilância nas rodovias da fronteira
A ocorrência evidencia a utilização de compartimentos ocultos para tentar transportar mercadorias sem chamar a atenção durante fiscalizações rodoviárias. A BR-277 é uma importante ligação entre Foz do Iguaçu e outras regiões do Paraná, além de integrar o corredor de circulação de mercadorias que passam pela fronteira.
O caso também chama a atenção pela diferença entre o valor estimado da carga e a remuneração que o motorista afirmou receber. Enquanto os celulares foram avaliados em cerca de R$ 800 mil, o pagamento informado pelo transporte seria de apenas R$ 2 mil.
A apreensão integra as ações de fiscalização da Receita Federal para identificar mercadorias transportadas irregularmente. O encaminhamento ao Ministério Público Federal deverá permitir a análise de eventuais responsabilidades criminais, sem antecipar a conclusão sobre a participação do condutor no esquema.


