Um brasileiro é apontado pelas autoridades paraguaias como o principal responsável por um esquema de emissão de diplomas universitários irregulares no Paraguai. A investigação apura a atuação de uma organização que teria comercializado certificados de graduação e pós-graduação sem cumprir as exigências acadêmicas previstas na legislação.
Segundo o Ministério Público do Paraguai, o grupo utilizava instituições de ensino e empresas ligadas ao setor educacional para oferecer cursos e emitir diplomas que, em muitos casos, não possuíam validade legal. A suspeita é de que centenas de estudantes, incluindo brasileiros, tenham sido beneficiados pelo esquema.
As investigações indicam que os documentos eram oferecidos principalmente a pessoas que buscavam formação superior ou especializações de forma rápida, sem cumprir a carga horária e os requisitos exigidos pelas autoridades educacionais.
Durante a operação, promotores e policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, recolhendo computadores, documentos e outros materiais que podem ajudar a esclarecer o funcionamento da organização.
O caso ganhou repercussão por envolver estudantes brasileiros que recorrem ao Paraguai para cursar graduação, especialmente nas áreas da saúde. As autoridades agora apuram a extensão da fraude, a possível participação de outras pessoas e o impacto dos diplomas emitidos de forma irregular.
O brasileiro investigado poderá responder por crimes relacionados à falsificação de documentos, associação criminosa e fraude, conforme a legislação paraguaia. O caso segue sob investigação do Ministério Público do Paraguai.




