O novo sistema de identificação biométrica implantado pela Receita Federal na Ponte Internacional da Amizade, entre Foz do Iguaçu e Ciudad del Este, no Paraguai, registrou 43.495 passagens de pedestres nos primeiros dez dias de funcionamento. Os dados fazem parte do projeto-piloto que utiliza a leitura da palma da mão para registrar a entrada de viajantes no Brasil.
A iniciativa começou em 1º de outubro e pretende tornar a travessia mais rápida, além de fornecer informações que auxiliem o trabalho de fiscalização na fronteira.
Mais de mil pessoas passaram em uma hora
O maior movimento foi registrado no sábado, 3 de outubro, quando 6.943 passagens foram contabilizadas nos equipamentos. Já no primeiro dia de testes, pouco mais de 3 mil registros foram realizados.
Durante o período inicial, a média ficou em 4.349 passagens por dia. Em um dos horários de maior circulação, os totens registraram 1.076 pedestres em apenas uma hora.
Segundo a Receita Federal, o ciclo completo de identificação leva aproximadamente nove segundos por pessoa, enquanto a leitura da palma da mão dura cerca de três segundos.
Como funciona a identificação
Os equipamentos foram instalados na aduana brasileira e são utilizados por pedestres que chegam do Paraguai. O viajante posiciona a palma da mão no leitor para que o sistema registre a passagem, sem necessidade de contato físico direto com o equipamento.
A tecnologia também permite reunir informações sobre a frequência com que as pessoas atravessam a fronteira. Esses registros poderão ajudar os agentes a direcionar fiscalizações para situações que exijam maior atenção.
A Receita ressalta que a frequência de travessias, por si só, não caracteriza irregularidade. Moradores, trabalhadores e estudantes que cruzam a fronteira regularmente continuam sujeitos às mesmas regras aplicáveis aos demais viajantes.
Testes continuam durante outubro
O projeto-piloto será avaliado ao longo de todo o mês de outubro. Nesse período, a Receita Federal acompanha o tempo de atendimento, os horários de maior movimento, a formação de filas e o funcionamento dos equipamentos.
Também estão sendo analisados aspectos operacionais, jurídicos e relacionados à proteção dos dados pessoais.
As regras para entrada de mercadorias no Brasil não mudaram com a implantação da biometria. Limites de isenção, declaração de produtos e demais exigências aduaneiras continuam válidos.
A possibilidade de ampliar o sistema para outros fluxos da Ponte da Amizade dependerá da avaliação dos resultados obtidos durante os testes.


