Brasil e Paraguai vão reforçar a atuação conjunta contra o comércio irregular de medicamentos para emagrecimento, especialmente os produtos comercializados em forma de canetas e ampolas.
A iniciativa prevê maior troca de informações entre as autoridades sanitárias dos dois países e busca dificultar a entrada, distribuição e comercialização de produtos sem autorização no mercado brasileiro.
A preocupação aumentou diante do crescimento das apreensões. Somente no primeiro semestre de 2026, mais de 165 mil unidades de medicamentos para emagrecimento foram apreendidas no Brasil.
Entre os produtos encontrados estão medicamentos injetáveis à base de substâncias utilizadas no tratamento da obesidade e do diabetes. Parte das cargas apreendidas tinha origem estrangeira e entrava no país por rotas de fronteira.
Foz do Iguaçu está no radar
A região de Foz do Iguaçu, devido à proximidade com o Paraguai e ao intenso fluxo de pessoas e mercadorias, está entre os pontos de atenção das autoridades.
Fiscalizações realizadas na fronteira têm encontrado medicamentos transportados de forma irregular, sem documentação ou fora das condições exigidas para comercialização no país.
Além da questão tributária, a preocupação envolve principalmente a segurança dos consumidores, já que medicamentos sem procedência comprovada podem ter problemas de armazenamento, conservação, composição ou falsificação.
Fiscalização será ampliada
A cooperação entre Brasil e Paraguai deve permitir o compartilhamento de dados sobre produtos, fornecedores e possíveis rotas utilizadas para o comércio ilegal.
A expectativa é que a integração facilite a identificação de cargas suspeitas e ajude as autoridades a agir antes que os medicamentos cheguem ao consumidor.
O avanço das apreensões mostra que o comércio irregular de canetas emagrecedoras se tornou um novo desafio para as forças de fiscalização na região de fronteira.




